domingo, 7 de junho de 2015

Italian Greyhound ou Pequeno Lebrel Italiano

Perfil de Raças
Italian Greyhound ou Pequeno Lebrel Italiano
Italian Greyhound
História e Características Gerais da Raça
O Pequeno Lebrel Italiano é uma raça muito antiga, descendente dos Greyhounds anões que eram usados como cães de companhia. Acredita-se que foi originada há mais de 2000 anos nos países hoje conhecidos como Grécia e Turquia. Essa crença baseia-se nas representações de pequenos greyhounds nos antigos objetos de arte e decoração desses países e, também, na descoberta arqueológica de esqueletos de pequenos greyhounds. Além destas evidências, múmias de um cão muito parecido com o Pequeno Lebrel Italiano foram encontradas em tumbas no Egito Antigo.

A raça era a favorita de James I da Inglaterra, Catarina a Grande, da Rússia, Ana da Dinamarca e Rainha Vitória entre outros. Frederico o Grande, da Prússia gostava tanto de seus exemplares que sempre levava um acompanhando-o nas guerras. Quando seus Pequenos Lebréis morriam, ele os enterrava com suas próprias mãos no terreno de seu palácio Sans Souci. Os herdeiros de Frederico realizaram seu último desejo feito antes de morrer e levaram o que sobrou dele para o mesmo terreno, ao lado dos seus cães.
Na Idade Média, a raça havia se espalhado através do sul da Europa e tornou-se a favorita dos italianos, que gostavam de cães bem pequenos, no século XVI. Foi devido a essa popularidade na Itália nessa época que a raça ficou conhecida como Italian Greyhound, ou Pequeno Lebrel Italiano. Desse período em diante a história da raça é bem traçada, já que se espalhou pela Europa e chegou na Inglaterra no século XVII. O American Kennel Club registrou o Pequeno Lebrel Italiano pela primeira vez em 1886.

Sua delicadeza, refinamento e suavidade faz dele uma companhia deliciosa. Uma de suas maiores características é a docilidade..

É o menor dos sighthounds (cães que caçam usando a vista). Seu tamanho é resultado de cruzamentos seletivos. Há diferenças de opiniões, uns dizem que a raça foi desenvolvida para pequenas caças, outros dizem que foi desenvolvida apenas para ser um cão de companhia. Parece que o Pequeno Lebrel Italiano se encaixa nas duas opções, por isso se adapta tão facilmente ao campo ou à cidade.

Seu pêlo curto e macio não dá muito trabalho. Não tem cheiro forte nem é muito barulhento, seu latido é proporcional ao seu tamanho. Apesar de aparentar fragilidade, a raça é resistente, raramente fica doente e, apesar de ser sensível a temperaturas baixas, se dá bem em países muito frios quando criado dentro de casa e com o uso de “roupinhas” para dar os seus passeios.

Uma particularidade da raça é a sua maneira de andar, que parece o cavalgar dos mais respeitados cavalos do circo.

Para se escolher um filhote de dois a quatro meses existem alguns pontos principais, que são o seu tamanho diminuto, leveza e aparência frágil e o evidente arco no lombo.

Apesar de serem considerados cães tímidos, são muito bem dispostos. São muito ligados aos donos e aprendem com relativa facilidade, quando ensinados com paciência e carinho. Sua comida, exercício e necessidade de tratos são mínimas e, embora possa ser um pouco mais difícil, eles aprendem a fazer xixi no lugar certo desde que você tenha muita paciência.

Não exagere nos exercícios com o Lebrel Italiano, eles adoram brincadeiras mas têm o físico delicado. Ele é extremamente rápido, mas pode se machucar. São muito ativos quando jovens e curiosos, pulando facilmente de cadeiras para mesas e pelos móveis próximos. Como o Pequeno Lebrel gosta de brincar correndo e batendo uns nos outros, as brincadeiras em grupo entre eles deve ser sempre supervisionada para evitar machucados. A brincadeira com cães maiores não é recomendável. Pode ser uma boa companhia para corridas de curta distância com os donos, mas é melhor ainda quando o passeio é apenas uma caminhada.
Tamanho:
Normalmente entre 32 cm a 38 cm (altura da cernelha).

Peso:
Varia de 2,5 a 5 quilos.
Aparência:
Corpo de extensão média, formando um arco que começa no dorso e vai até o lombo, deixando as costas curvadas. Peito profundo.
Pelagem e Cor:
Pêlo fino e curto, lustroso, acetinado, macio ao toque. Qualquer cor e marcação são aceitáveis.
Cabeça:
Estreita e alongada, afilando-se até o nariz. Crânio longo, quase achatado. O nariz sempre escuro, dependendo da cor do cão pode ser marrom ou preto. Mordedura em tesoura. Olhos escuros, brilhantes, olhar inteligente, tamanho médio. Orelhas pequenas, textura fina, fica para trás dobrada, exceto em alerta.
Cauda:
Esguia, fina, baixa com o final em curva, longa o suficiente para alcançar o jarrete.
Expectativa de vida:
14 a 15 anos.
Embora estes amiguinhos sejam normalmente bastante saudáveis, a raça pode apresentar problemas de hipotiroidismo, atrofia de retina, convulsões, epilepsia e luxação de patela.
Sua maturidade física (idade quando normalmente eles param de crescer) varia entre 8 meses e 1 ano e meio, dependendo do tamanho e da linhagem do cão, já a sua maturidade emocional (idade em que eles se acalmam um pouco e deixam de ser tão crianções) pode chegar só aos 3 ou 4 anos. Para alguns donos este é um grande atrativo, para outros é motivo de desespero.
Italian Greyhound
Perfil da Raça
Ele aprecia o conforto do luxo de um apartamento, ao mesmo tempo que é um hound, ou seja, gosta de exercícios e atividades externas, isso quando o clima permite.

Talvez a característica mais perceptível no Pequeno Lebrel Italiano é a sua disposição para dar e receber carinho. Ele se desenvolve melhor quando tratado com gentilezas e mimos, e se mostra muito feliz na companhia dos donos e familiares. Por esse motivo ele pode, algumas vezes, não dar bola para estranhos. Ele é sensível, alerta e inteligente e permanece brincalhão mesmo depois de adulto.

Adapta-se bem facilmente na nova casa e se dá bem com outros animais e com crianças, principalmente as maiores se forem apropriadamente socializados enquanto filhote. Ele gosta de agradar e aprende rapidamente.

As linhas delicadas do Pequeno Lebrel Italiano, sua suavidade, olhos suplicantes, natureza gentil e hábitos de higiene faz dele uma ótima opção para escolha de raça. E não se preocupe, ele não é tão frágil quanto aparenta. Eles têm a constituição mais forte do que se supõe ao ver um exemplar. Naturalmente ele não está apto a encarar clima muito frio ou úmido, mas fora isso não precisa de muitos mimos. Um outro cuidado extra é não deixar o filhote sair correndo como um louco dentro de casa (eles adoram fazer isso), principalmente se o piso for muito liso, já que tombos e quedas podem favorecer fraturas.

Manso, tranquilo, submisso, é muito apegado e dependente do dono. Brincalhão e inteligente, as vezes pode ser tímido. Normalmente comporta-se bem. Qualquer coisa que se queira do Lebrel deve ser pedido com calma. Pacífico, não gosta de muita algazarra e barulho, situações que geralmente o assustam.

É preciso tomar cuidado para não deixar que eles se tornem destrutivos quando deixados sozinhos.. Se for preciso deixar seu filhote por mais do que 3 horas seguidas sozinho, o melhor é acomodá-lo confortavelmente numa área restrita. Se você tem pouco tempo para se dedicar ao seu cão, não gosta de cachorro que está sempre por perto, ou quer um cachorro para ficar do lado de fora da casa esta não é a raça mais indicada. Da mesa forma que o Lebrel Italiano não serve para quem quer ter um cachorro que obedeça mediatamente qualquer comando.

No livro The Intelligence of Dogs de Stanley Coren, o Lebrel ocupa a 60ª posição entre as raças pesquisadas. Ainda segundo o autor, isto significa que eles são considerados apenas como aceitáveis no processo de aprendizado e na capacidade de serem treinados para executar tarefas. As vezes é preciso cerca de 25 repetições antes que eles comecem a mostrar algum sinal de entendimento do comando novo e provavelmente serão precisas outras 40 a 80 repetições antes que eles se tornem confiáveis em tal comando. Ainda sim o hábito de responder ao comando pode parecer fraco.

Muita prática, com várias repetições, será preciso para que a raça finalmente atenda aos comandos prontamente e se torne obediente. Se eles não forem treinados várias vezes, com extra dose de persistência, estes cães irão agir como se tivessem esquecido completamente o que se espera deles. Sessões ocasionais de reforço serão necessárias para manter a performance do cão num nível aceitável. Se os donos trabalharem apenas o “normal” para manter seus cães treinados, os cães irão responder prontamente no primeiro comando em apenas 30% dos casos. E mesmo assim, eles obedecerão melhor se o dono estiver muito perto deles fisicamente. Estes cães parecem estar sempre distraídos e que obedecem apenas quando eles assim desejam.

A maioria dos donos descreve seus cães com os mesmo adjetivos usados para se descrever um gato. No treinamento eles parecem independentes, esnobes, que se aborrecem facilmente e assim por diante. Um treinador experiente, com muita paciência, tempo, que seja firme e ao mesmo tempo carinhoso, é o que irá conseguir tirar o melhor destes cachorros, mas mesmo assim vai ter que dar um duro danado para conseguir que eles obedeçam com um pingo de entusiasmo.

Pastor de Shetland

Perfil de Raças
Pastor de Shetland
Pastor de Shetland
História e Características Gerais da Raça
O Pastor de Shetland, carinhosamente apelidado de Sheltie pelos seus admiradores, encanta pela sua beleza, o amor aos donos e o prazer em agradá-los.

Ideal para quem se impressiona com a beleza do Collie, mas não tem o espaço suficiente para criá-lo, já que se adapta facilmente a espaços pequenos, desde que exercitados diariamente.

O Sheltie foi criado nas Ilhas Shetland, costa da Escócia, região conhecida por criar animais em estaturas menores ( como o Pônei de Shetland ). Acredita-se que a diminuição do seu tamanho se deve a cruzamentos seletivos entre Border Collies e raças nativas já adaptadas para o espaço limitado da ilha. Esta ilha, além de muito pequena, oferecia dificuldades em relação a alimentação e locomoção. O Sheltie ajudava pastoreando o rebanho e ajudando a encontrar comida e abrigo pela ilha.
Como a ilha ficava meio distante, os cães só ficaram mais conhecidos no início do século XX, e só foi reconhecida como raça em 1909. Alguns anos depois começaram a surgir os primeiros clubes da raça, onde os cães participam em provas de trabalho, pastoreio, obediência e beleza desde então. É claro que com uma aparência tão graciosa e após trabalharem tantos anos ajudando aos homens, hoje são muito populares como companhia, especialmente nos Estados Unidos.

Além da diferença de tamanho com o Collie, outras diferenças são que ele é mais ativo, procura mais carinho do dono e é mais brincalhão.

Apesar de seus longos pêlos, o Sheltie não é um cão que deve ficar do lado de fora da casa o ano todo, deve ser protegido do sol em excesso e do frio intenso. Além disso, deixar um Sheltie isolado no jardim, ou em qualquer outro lugar, é muito cruel, pois são animais sociáveis e não suportam ficar isolados da família. Ao se sentirem abandonados podem rapidamente desenvolver problemas de comportamento, como destruição, latidos em excesso, morder as coisas e cavar buracos.

Sempre pronto para agradar, respondem muito bem a comandos, mas devem ser treinados consistentemente. Não vale a pena dar broncas muito duras no Sheltie, pois são muito sensíveis e se chateiam facilmente.

Se você leva uma vida sedentária, o Sheltie pode não ser a companhia perfeita. Ele vai adorar passar horas deitado ao seu lado, enquanto você trabalha ou lê um livro, mas quando ele se cansar de descansar tanto vai exigir exercícios e brincadeiras que talvez você não esteja preparado para oferecer. A sua calma e docilidade vai se transformar em energia só comparada a dos adolescentes em férias.

Um cuidado a ser tomado é em relação a pelagem, que cai muito, exigindo dos donos umas boas escovações pelo menos uma vez por semana. Durante a troca de pêlo esse cuidado deve ser diário. Vale lembrar que o Sheltie não tem o cheiro forte e nem inspira cuidados especiais além dos já citados. Os banhos devem ser dados com menos freqüência que as outras raças. Mesmo assim sua pelagem continua muito bonita e dificilmente forma nós.

O Sheltie é naturalmente uma raça saudável, mas doenças como displasia, Atrofia Progressiva da Retina, Anomalia de Olhos de Collie e Doença de Willebrand (que causa problemas com sangramentos), podem ser herdadas se os criadores não tomarem cuidado.
Tamanho:
O padrão da Federação Internacional de Cinofilia não determina os tamnhos mímimos e máximos da raça em termos de altura. Já o padrão do American Kennel Club define a altura do Sheltie entre 33 e 41 centímetros na cernelha.

Peso:
O peso dos Shelties variam de acordo com o seu tamanho, uma vez que a proporção é fundamenteal, mas pode-se considerar o peso médio variando entre 6 e 7 quilos.

Aparência:
Na aparência geral o corpo deve parecer moderadamente longo medido do ombro até a extremidade traseira do osso pélvico, mas muito dessa extensão se deve à angulação correta e largura do ombro e anca. Os pêlos devem ser longos, nunca rústico ou grosseiro. Forte mas mantém a graça da aparência. O corpo é todo proporcional e equilibrado. Pelagem farta, principalmente no peito e ao redor da cabeça. Expressão dócil.
Pelagem e Cor:
Deve ter pelagem dupla, ou seja, pêlo e sub-pêlo. O pêlo é longo e reto. O sub-pêlo é macio, curto e denso. O pêlo em volta da cabeça e peito é mais abundante, principalmente no macho. Nas patas traseiras o pêlo é abundante acima do jarrete. Abaixo dele e no rosto o pêlo é curto. Nos zibelines ou martas, todos os tons são admitidos, do dourado claro até o vermelho intenso, mas a cor principal deve ter um tom firme. Os tricolores têm preto intenso no tronco; prefere-se entre os tricolores, marcação castanho vivo. Azul merle, azul claro prateado, manchado e marmorizado em preto. As marcações castanho vivo são bem-vindas. Apesar de todas essas cores num mesmo exemplar, o efeito final é o azul. Preto e branco tem o preto pelo corpo todo com as marcas brancas no peito, antepeito, membros e extremidade da cauda. Preto e castanho tem a mesma distribuição de cores, sendo o castanho no lugar do branco.

O padrão do American Kennel Club (AKC) proíbe que os Shelties tenham mais do que 50% de seu pêlo na cor branca. As entidades ligadas a Fedetação Cinológica Internacional (FCI)não meciona no padrão qualquer restrição à percentagem da cor branca, mas os cães com muito branco não são desejados e podem até ser penalizados nas competições de beleza e conformação. Segundo os criadores e experts da raça, não se devem cruzar dois Shelties de cor azul merle, pois os filhotes apresentam uma grande chance de nascer com surdez e/ou cegueira. Também não são aconselhados os cruzamentos entre azul merle e zibeline.

Cabeça:
Linha refinada, com o focinho afinado, não tão longo quanto do Collie. O nariz é sempre preto. Crânio achatado, o occipital fica imperceptível, com uma distância razoável entre as orelhas, proporcional como todo o resto. Os lábios superiores e inferiores se encontram e se encaixam perfeitamente. A mordedura é em tesoura, dentes superiores ficam pouco a frente dos inferiores. Os dentes não podem aparecer quando a boca estiver fechada. Os olhos são oblíquos, tamanho médio e de forma amendoada. Cor escura em todas as pelagens, sendo que no azul merle o olho azul ou de cores diferentes é aceitável. As orelhas são Pequenas com as pontas dobradas, inserção alta. Quando relaxados as orelhas ficam descansadas para trás, mas qualquer ruído e elas já levantam com as pontas prá frente.

Cauda:
Deve ser suficientemente longa de maneira que, quando deitada, atinja a ponta dos jarretes. Pelagem abundante. Ligeiramente curvada para cima. Quando em movimento um pouco mais pra cima que o normal, mas nunca fica acima do corpo

Expectativa de vida: 
de 14 a 15 anos
 Pastor de Shetland
Perfil da Raça
O Sheltie, como qualquer cão desenvolvido para trabalhar horas a fio, necessita de ter um “trabalho” também na vida urbana para se tornar um cachorro agradável e bem comportado.

Extremamente leal ao dono, muito afetuoso, geralmente se dão bem com crianças e tornam-se, assim, uma deliciosa companhia para a família inteira, se suas necessidades diárias de exercício e estímulo mental forem atendidas. Caso contrário eles podem perturbar as crianças mordendo seus calcanhares para pastoreá-las, ou irritar os vizinhos com seus latidos. O Sheltie típico não é agressivo, mas não costuma ser muito simpático com pessoas estranhas, chegando a ser meio reservado.

Uma característica comum aos Shelties é a sua disponibilidade para obedecer, agradar e, após poucas aulas, fazer com que entre em cena seu instinto herdado de várias gerações de cães obedientes, o que o transforma em uma das mais bem sucedidas entre todas as raças nas provas de obediência. Outro ponto a favor do Sheltie como ótimo companheiro é o fato de não ser muito dominante. Isso somado com o nível de obediência dele o torna especial.

Enquanto alguns Shelties são calmos e tranqüilos, a grande parte deles se sente muito bem fazendo esportes com os donos, como frisbee, caminhadas e principalmente agility. Já são naturalmente muito apegados aos donos, mas dividindo estas prazerosas atividades com eles, ficam mais apegados ainda.

Apesar de todas as considerações positivas sobre o Sheltie, devemos ressaltar que ele é um cão que gosta de dar uns bons latidos de vez em quando e, apesar de seu tamanho, seu latido parece o de um cão bem maior. Este imprevisto pode ser controlado treinando seu cão desde cedo para ele não latir por qualquer bobagem.

Além disso é preciso tomar muito cuidado na hora de escolher o criador do seu Sheltie. Shelties que não foram selecionados com o temperamento correto pode passar para os seus filhotes características indesejadas como excesso de timidez, medo, teimosia (lembrando que cachorros inteligentes como o Sheltie tendem a ser um pouco teimosos até entender o que o seu dono deseja. A partir daí eles se tornam bastante cooperativos), mordedores e latidores compulsivos. Estes filhotes com problemas comportamentais dificilmente poderão se tornar bons companheiros, especialmente para casa onde se tem crianças. O criador tem ainda um outro papel Igualmente importante para com os filhotes que é a socialização deles com as pessoas da casa, e que deve ser seguido pelo novo proprietário com os amigos e parentes. Shelties mal socializados também tendem a ser super desconfiados e medrosos.

Para treiná-los é importante usar sempre de métodos que valorizam o reforço positivo. Bronca só se for verbal e imediatamente acompanhada de uma demonstração do que é que se espera do cão, com carinho. Bater num Sheltie pode ser um erro jamais perdoado. Se o dono ou treinador for muito duro, é possível que cão se afaste, demostre desinteresse e até mesmo perca a confiança e o afeto pelo seu condutor.

No livro The Intelligence of Dogs de Stanley Coren o Sheltie ocupa a 6ª posição entre as raças mais inteligentes. Ainda segundo o autor, isto significa que eles estão entre as raças mais brilhantes em termos de obediência e também na execução de tarefas de trabalho. A maioria dos cães destas raças já demonstram sinais de compreensão de comandos simples após apenas 5 repetições e não precisam de muita prática para manter estes comandos. Quando os donos pedem para eles executarem alguma tarefa, eles obedecem logo da primeira vez em cerca de 95% dos casos, e além disso eles costumam responder a estes comandos apenas alguns segundos depois de solicitado, mesmo que o dono esteja longe fisicamente.

Obs.: O gráfico acima é o resultado de um estudo realizado por Benjamin L. Hart e Lynette A. Hart, veterinários e Phd’s em comportamento animal, que entrevistaram dezenas de veterinários, treinadores e juizes de competições de obediência nos EUA.

Pastor Canadense

Perfil de Raças
Uma nota sobre o Pastor Canadense

O Pastor Branco ou Pastor Canadense, não é na verdade uma raça, mas apenas uma variação na cor da pelagem do Pastor Alemão comum, assim como existe o Pastor Alemão Preto (não confundir com Pastor Belga).

No principio achava-se que o Pastor Alemão que nascia branco era albino (sem pigmentação), e portanto com uma tendência maior de desenvolver doenças. Foi então que decidiu-se que a cor branca não poderia ser reconhecida ou aceita dentro dos padrões estabelecidos para a raça, e quase todos os filhotes nascidos com esta cor eram sacrificados.

Com o tempo muitas pessoas passaram a admirar e a criar pastores brancos e este tipo de cão passou a ser mais conhecido pelo público.
Ainda hoje a SV (Sociedade Alemã de Pastores Alemães) e a FCI (Confederação Internacional de Cinofilia), não aceitam e não reconhecem o pastor branco, alegando que é preciso manter a tradição. Como conseqüência muitos Clubes de Criadores de Pastores Brancos estão tentando desenvolver a raça como sendo uma raça especifica (utilizando o cruzamento apenas de Pastores Brancos com Pastores Brancos). O maior deles é o Canadense, e por isso o cão as vezes é chamado de Pastor Canadense.

Existe ainda um pequeno problema para o desenvolvimento da raça.

Para que o Pastor Branco seja reconhecido como sendo uma raça a parte do Pastor Alemão, é preciso que ele tenha características e padrões diferentes dos estabelecidos pela SV. Uma maneira encontrada pelos criadores dos EUA e Canada é tornar a raça muito mais dócil do que o Pastor Alemão, perdendo em agressividade e guarda e ganhando em companhia. Infelizmente outros clubes de criadores não concordam com esta "descaracterização" da raça e brigam para que os cães continuem fiéis aos instintos originais do Pastor Alemão (caso da maioria dos criadores do Brasil). Com isso o processo de reconhecimento da raça acaba atrasando, fazendo com que muitos admiradores evitem comprar estes cãezinhos, que não possuem pedigree reconhecido pela FCI e não podem participar de exposições internacionais de conformação.

Pastor Belga

Perfil de Raças
Pastor Belga (Groenendael)
Pastor Belga
História e Características Gerais da Raça
No final do século 19, existia uma grande variedade de cães pastores na Europa, embora eles possuíssem uma habilidade de trabalho muito similar.

Com medo de que algumas destas raças desaparecessem, um grupo de admiradores juntaram-se e começaram a definir os padrões do que viria a ser chamado de Pastor Belga. A princípio quase não havia discussões sobre a estrutura e capacidade de trabalho desejadas, mas eles não conseguiam chegar a um acordo sobre o tipo de pêlo e cores ideais.
Em 1892 foi redigido o primeiro padrão do Pastor Belga, onde 3 tipos de pêlos eram
reconhecidos (o curto, o longo, e o duro), mas ainda não haviam chegado a um padrão para as cores aceitas. Em 1899 começou-se a restringir também as cores, que combinadas aos tipos de pêlos, deram origem a quatro variações.

Os cães de pêlos longos e negros passaram a ser chamados de Pastor Belga Groenendael, ou simplesmente Pastor Belga. Os cães de pêlos longos e de cor fulvo-encarvoado, com máscara negra passou a ser conhecido como Pastor Belga Tervuren. Os cães de pêlos curtos e de cor fulvo-encarvoado (bege com mistura de pelos negros) com máscara negra eram chamados de Pastor Belga Malinois. E ainda o Laekenois, que tem o pêlo duro, de cor fulvo-encarvoado.

Foi em 1900 que as quatro variedades tornaram-se raças individuais, reconhecidas pela entidade belga Societé Royal Saint Hubert. Foi desta época que os cruzamentos entre cães de variedades diferentes ficaram proibidos, norma seguida até hoje pela Federação Cinológica Internacional (FCI) e pelo American Kennel Club (AKC). No entanto, o Laekenois não é reconhecido pelo AKC.

Na verdade, os Estados Unidos só passaram a reconhecer estes cães como raças separadas a partir de 1959, sendo que o primeiro cão a vir para os EUA foi um Groenendael, em 1912. Outros países ainda os consideram apenas como uma variação da mesma raça, Pastor Belga, e os "sobrenomes" são uma referência à região da Bélgica em que eles foram desenvolvidos.

De uma parte de Bruxelas chamada Parc du Laeken surgiu o Laekenois. Da região de Malines surgiu o Malinois. A cidade de Tervuren é o berço do Tervuren. E finalmente o Groenendael que teria sido nomeado em homenagem ao restaurante, Chateau Groenendael, do criador Nicolas Rose.

A estrutura dos Pastores Belgas são perfeitamente idênticas, a única diferença está no comprimento, cor, e textura da. Se o pêlo deles fosse raspado, dificilmente seria possível distingui-los.

Aqui no Brasil estes cães ainda são raros. No ano de 1977 apenas 265 Pastores Belgas foram registrados. A grande maioria dos cachorros chamados de Pastores Belgas são na verdade Pastores Alemães Pretos, comumente confundidos com o Pastor Belga de Groenendael.

Embora o Pastor Belga de Groenendael e o Pastor Alemão Preto se pareçam levemente, se observados com cuidado é possível observar que existem mais diferenças do que semelhanças.

Para começar, vistos de lado, o Pastor Belga é mais "quadrado", enquanto que o Pastor Alemão é "retangular". O Pastor Belga não possuí a extrema angulação das patas traseiras, típica no Pastor Alemão. Além disso o Pastor Belga tem uma aparência mais leve do que o Pastor Alemão e possui o pêlo mais longo e abundante, especialmente em volta do pescoço.

O Pastor Belga é bem balanceado, elegante, forte, alerta, ágil e musculoso. Os machos são mais impressionantes do que as fêmeas, que devem possuir uma aparências distintamente feminina.

Entre as grandes qualidades da raça, estão a coragem e o temperamento de guarda. Foi justamente por estas qualidades que, ao contrário da grande maioria das outras raças de cães, os Pastores Belgas se salvaram do risco de extinção durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial. Durante a guerra estes cães foram largamente usados como cães mensageiros, patrulheiros de fronteira e auxiliares da Cruz Vermelha.

De um modo em geral estes cães são saudáveis, mas algumas doenças parecem atingi-los com maior freqüência, como por exemplo, displasia coxo-femural, epilepsia, problemas de tireóide, câncer, e algumas doenças de pele e nos olhos. 
Tamanho:
Machos: em torno de 62 cm de altura na cernelha (osso mais alto do ombro);
Fêmeas:em torno de 58 cm de altura na cernelha. Tolerância de 2 cm para o mínimo e 4 cm para o máximo.
Peso:
O peso médio é em torno de 28 quilos para os machos e 24 quilos para fêmeas.

Aparência:
Corpo bem balanceado, harmoniosamente proporcionado, de aparência elegante, com movimentos energéticos, mais circulares do que lineares.

Pelagem e Cor:
Embora o comprimento e aspecto do pêlo seja variado, em todas as variedades da raça o pêlo deve ser abundante, denso, bem texturado, com subpêlo lanoso. Cores: Groenendael - unicamente preto (o AKC aceita pequenas marcas brancas no peito e nos dedos, queixo e lábios). Tervuren - fulvo-encarvoado, sendo a cor fulvo (bege) bem saturado, nem claro nem esmaecido. O cachorro que não possuir a pelagem com a saturação desejada não poderá receber a qualificação excelente. Malinois - unicamente fulvo-encarvoado com máscara preta. Laekenois - Fulvo, com traços encarvoado, principalmente no focinho e na cauda. Pequenas marcas brancas no peito e nos dedos é aceito. A cauda não forma plumagem. A máscara deve envolver os lábios, a comissura e as pálpebras em uma só área preta, e deve ter um mínimo de 6 pontos. Ou seja, as duas orelhas, ,as duas pálpebras, superiores, os dois lábios, inferior e superior.
Cabeça:
Crânio de largura média, testa mais plana do que arqueada, de comprimento praticamente igual ao do focinho; focinho afinalado, ligeiramente maior do que o crânio; Olhos de tamanho médio, ligeiramente amendoado de cor marrom, preferivelmente escura, com contorno da pálpebras pretas, com expressão franca, inteligente, esperto e inquiridor; as orelhas são de comprimento proporcional, inseridas no alto da cabeça, triangulares, com base em concha bem arredonda, portadas empinadas e retas.

Cauda:
A cauda é de comprimento médio, portada pendente com a ponta ligeiramente recurvada em repouso, e carregada mais alta e com a curva acentuada quando em movimento, sem nunca se enrolar.

Expectativa de vida: :
de 10 a 13 anos
Pastor Belga
Perfil da Raça
Para começar a descrever o perfil do Pastor Belga, é preciso pensar na palavra trabalho, já que esta é uma raça desenvolvida, cria e talhada para trabalhar incansavelmente e para cumprir tarefas complexas e variadas.

Como quase todo cachorro de trabalho, o Pastor Belga é alerta, protetor, confiante, extremamente inteligente, e afetuoso. Se treinado com cuidado e carinho eles se tornam excepcionalmente obedientes e são devotados à sua família, não devendo nunca apresentar sinais de timidez ou agressividade gratuita. Aliás, esta raça é sensível, perceptiva e determinada.

Porque possuem uma tendência natural de aversão a estranhos, é muito importante que o filhote seja intensamente socializado e que aprenda a deixar que outras pessoas o toquem, como veterinários, por exemplo.

Diferente da maioria dos cães de guarda, o Pastor Belga não abandona seu território para perseguir um intruso que foge. Herança da época em que eles trabalhavam como cães pastores e não podiam deixar o rebanho sozinho.

Eles se adaptam bem em qualquer tipo de clima e adoram correr por horas seguidas. Não é preciso dizer que estes cães precisam de muito espaço e exercício para evitar que se tornem destrutivos e entediados. O Pastor Belga é a companhia ideal para as pessoas que gostam de praticar exercícios e também para aqueles que gostam de competir. Eles se saem super bem em provas de trabalho, agility (prova que combina rapidez e agilidade para vencer obstáculos), obediência entre outras.

O Pastor Belga conseguiu se adaptar com sucesso às tarefas modernas, onde outros cães pastores falharam. Hoje eles servem como cães policiais, em busca e salvamento de feridos, cães de guarda, cães para cegos, para busca e apreensão de drogas, além de ser simplesmente um cão de companhia.

Uma característica peculiar da raça, em função do instinto aguçado de guarda e proteção, é que o Pastor Belga tem a tendência de se movimentar em volta do dono, fazendo pequenos círculos, ao invés de andar em linha reta. Também por ser muito ligado à sua família, eles tendem a desenvolver a síndrome de ansiedade de separação. Para evitar problemas no futuro é preciso ensinar ao filhote a ficar sozinho por algumas horas sem entrar em pânico.

Com as crianças que ele cresceu junto costuma ser tolerante, o mesmo não acontecendo com as crianças do vizinho ou primos que visitam raramente a casa. Também é preciso ter cautela com outros animais, já que eles não costumam se dar bem com bichinhos que parecem presas.

Como todo cão muito inteligente e sensível é preciso treiná-los desde cedo. Sempre com carinho, paciência e firmeza, mas sem brutalidade. É muito importante que ele reconheça no dono um líder e não um tirano. Em mão erradas este cão pode se tornar difícil de manter sob controle.

No livro The Intelligence of Dogs de Stanley Coren o Pastor Belga (Groenendael) ocupa a 15 ª posição entre as raças mais inteligentes, em termos de obediência e também na execução de tarefas de trabalho. O Tervuren a 14ª e o Malinois a 22ª. Ainda segundo o autor, isto significa que eles pertencem a um grupo de raças que é excelente para executar tarefas de trabalho. O treinamento de simples comandos são normalmente assimilados depois de 5 a 15 repetições e serão memorizados facilmente, embora ainda possam melhorar com a prática. Eles respondem ao primeiro comando em cerca de 85% dos casos, ou mais. Em caso de comandos mais complexos é possível notar, ocasionalmente, uma pequena demora no tempo de resposta, mas que também pode ser eliminada com a prática destes comandos.

Pastor Alemão

Perfil de Raças
Pastor Alemão
Pastor Alemão
História e Características Gerais da Raça
Se existem algumas dúvidas sobre a verdadeira origem da raça, pelo menos não há dúvidas de que o Pastor Alemão é o cão mais popular do mundo.

Dizem que a raça teria origem no cruzamento de diversos tipos de cães pastores da Alemanha, ou que teria sido fruto dos encontros expontâneos de fêmeas pastoras e lobos. O certo é que os primeiros Pastores Alemães (de pêlo longo) foram apresentados em Hanover em 1882 e a variedade de pêlo mais curto em Berlim, 1889.

O padrão da raça foi definido em 1899 por Max Von Stephanitz que também fundou a Sociedade Alemã de Cães Pastores Alemães (Verein für Deutesche Schaferhunde, ou simplesmente SV). Estes padrões pouco mudaram ao longo dos anos e não variam, pois todos os países seguem as diretrizes da SV. Segundo a história, Von Stephanitz foi o grande responsável pela divulgação da raça, preocupado em mante-la popular, já que o trabalho de pastoreio, por cães, estava em declínio. Teria sido justamente ele o primeiro a valorizar as grandes qualidades de guarda desta raça.
Quando a Primeira Guerra Mundial começou, Pastores Alemães foram recrutados como cães mensageiros e muito usados para descobrir os esconderijos dos soldados inimigos. Tal habilidade e lealdade foi o que alçou este magnífico animal para a fama mundial e, com o decorrer da guerra, o Pastor Alemão passou a ser usado pelos dois lados do conflito. Devido a sua lealdade, força, sua incansável disposição para o trabalho, coragem e aparente capacidade de desenvolver suas próprias estratégias para avançar no campo inimigo, eram também usados largamente pela Cruz Vermelha nas operações de busca e salvamento das vítimas em combate. Quando a guerra acabou estes cães já dominavam a admiração e o coração de todo o mundo. Na Inglaterra, devido ao grande rancor guardado por tudo que viesse da Alemanha, a raça foi rebatizada como Cães Pastores da Alsacia ou Cães Alsacianos.

Para diminuir a possível fama de "cão nazista", no início dos anos 20 surgiu o Rin Tin Tin, que encantou inúmeras gerações com suas proezas, inteligência, bravura e lealdade.

Era então a vez da Segunda Grande Guerra, e mais uma vez os Pastores Alemães estavam presentes, inclusive participando de missões muito nobres, mas também muito cruéis. Nesta época os Alemães usavam os cães na linha de frente de combate, atacando inimigos e detonando minas e bombas.

Extremamente adaptável, o Pastor Alemão pode suportar mudanças de temperaturas, vivendo bem em países de clima muito quente ou muito frio, também é capaz de andar por diversos tipos de terrenos e geografias, horas seguidas, sem se cansar ou se machucar.

Aliás, esta facilidade em se adaptar a todo tipo de desafio é um dos motivos pelo qual os Pastores Alemães são tão empregados no serviço policial de todo o mundo.

Tanto é assim que os clubes da raça costumam organizar provas de resistência, onde o cão é obrigado a trotar ao lado do dono (que vai de bicicleta) por 15 quilômetros. No final do percurso os juizes checam as patas dos animais e se houver algum sinal de esforço (por exemplo, sangramentos) o animal é desclassificado. Também é solicitado que o cachorro atenda a uma dezena de comandos para ver se ele não está exausto da corrida.

Caso o cachorro não atenda aos comandos, também será desclassificado.

Muitas pessoas, atraídas pela fama destes cães, acham que basta comprar um filhote de Pastor para ter o melhor cão do mundo. Infelizmente esta não é bem a verdade. Para se ter um Pastor Alemão capaz de desenvolver todo o seu potencial, que seja amável, obediente, calmo, controlado e equilibrado, é preciso uma grande parcela de comprometimento por parte do dono. A começar pela escolha cuidadosa do filhote, conhecendo bem o caráter dos pais. Socialização com outros cães, pessoas e crianças quando ainda o cãozinho é um filhote é importantíssimo para que este cachorro não estranhe tudo e todos que se aproximem. Exercícios regulares e treinamento de obediência básica é fundamental para que eles cresçam sabendo se comportar e se controlar, além do que, um Pastor Alemão quando pouco estimulado física e mentalmente pode se tornar extremamente destrutivo.

A versatilidade é a grande característica desta raça, dada a grande variedade de trabalhos em que o Pastor Alemão é utilizado e pela fama mundial que eles têm pela habilidade e nível de precisão ao realizar estas tarefas. O pastor Alemão pode servir como cão guia, na busca e salvamento de vítimas de acidentes, farejador de bombas, narcóticos, ou fugitivos, guarda pessoal ou de propriedade, participante de campeonatos de obediência e agilidade, "artista" de cinema, tv e comerciais, pastores de animais e é claro de "apenas" maravilhoso cão de companhia para toda a família.
Tamanho:
Machos: de 60 cm a 65 cm;
Fêmeas: de 56 cm a 60 cm (na cernelha).
Peso:
De 35 a 40 quilos.

Aparência:
Corpo ágil, poderoso, com movimentos largos e sem esforço.

Pelagem e Cor: Pelagem de comprimento médio, liso, espesso e rente; Várias cores e combinações de cores são aceitas. Dourado, preto, cinza-aço, cinza-escuro, com manchas regulares de marrom, amarelo ou cinza claro. As cores branco, azul ou fígado não são aceitas.

Cabeça:
Crânio proporcional ao corpo, com a testa ligeiramente convexa; focinho alongado, e forte, em formato de cunha; olhos amendoados, escuros e nunca protuberantes, cheiros de vida; orelhas eretas, abertas e viradas para a frente.

Cauda:
Longa, peluda, carregada baixa e levemente curva.
Expectativa de vida:
De 10 a 14 anos.
Pastor Alemão
Perfil da Raça
Capa preta, manto negro, branco, preto ou dourado, a cor não importa, um Pastor Alemão é pura inteligência e personalidade. Ágil, obediente, com grande poder de concentração, aprende rápido, e retém com facilidade os comandos. Tem grande aptidão física, é confiável, equilibrado, protetor, instintivo, sensível, amigo, companheiro, meigo (com os familiares), brincalhão, leal, responsável… quer mais?

A inteligência dos Pastores Alemães não é medida apenas pela capacidade em entender os comandos e executá-los com precisão, mas esta raça é também conhecida por sua grande capacidade em analisar e resolver problemas sozinho. Dê chance a um destes peludos e ele vai aprender facilmente como abrir portas, "arrombar" armários que tem biscoitos e achar meios de "escapar" quando gostam de passear do lado de fora. Também é devido a sua grande capacidade de análise que eles aprendem como manobrar os donos menos dominantes e manipulam os de "coração mole" com facilidade. Segundo um estudo realizado na Alemanha, apenas 30 a 35% do temperamento do Pastor Alemão tem influencia direta do fator genético. Os outros 65 a 70% são resultado da forma que o filhote é criado. Ou seja, nesta raça, mais do que em qualquer outra, a participação dos donos na definição do caráter do animal é fundamental. Não é atoa que estes cães precisam da interação com os seres humanos para desenvolver seu potencial. Se deixado acorrentado ou preso durante o dia todo, afastado do convívio com as pessoas, um cão que poderia ser excelente guardião e, ao mesmo tempo, um ótimo companheiro vai se tornar apenas um cão neurótico, agressivo, perigoso e traiçoeiro, inclusive com os donos.

Então, um Pastor Alemão não tem defeitos? Tem sim! O maior deles é também uma de suas maiores qualidades, a inteligência aguçada…. Possuidor de uma tendência destrutiva quando deixado sozinho por muito tempo, dominante, "briguento" se não houver socialização com pessoas e outros animais, pode tornar-se muito protetor e territorial. Criadores irresponsáveis, ignorantes ou relapsos também contribuem para que os possíveis defeitos da raça sobressaiam, quando fazem cruzamento inadequados de matrizes com displasia coxo-femural, defeitos de caráter e genéticos. Muitos não gostam da raça por achar que estes cães são muito "frios" e pouco dados a fazer festinha. Não é bem assim, Pastores Alemães, quando adultos, são realmente indiferentes aos carinhos de pessoas que não pertençam a família dele ou de quem eles não estão acostumados, mas com os donos é um verdadeiro filhotão, não dispensando nenhum dos chamegos oferecidos por aqueles a quem aprendeu a amar, admirar e respeitar.

No livro The Intelligence of Dogs de Stanley Coren o Pastor Alemão ocupa a 3ª posição entre as raças mais inteligentes. Ainda segundo o autor, isto significa que eles estão entre as raças mais brilhantes em termos de obediência e também na execução de tarefas de trabalho. A maioria dos cães destas raças já demonstram sinais de compreensão de comandos simples após apenas 5 repetições e não precisam de muita prática para manter estes comandos. Quando os donos pedem para eles executarem alguma tarefa, eles obedecem logo da primeira vez em cerca de 95% dos casos, e além disso eles costumam responder a estes comandos apenas alguns segundos depois de solicitado, mesmo que o dono esteja longe fisicamente.

Numa pesquisa feita pela revista Cães e Cia com 95 proprietários de Pastores Alemães, para tentar definir o temperamento da raça, penas 2 cães haviam mordido o próprio dono, e assim mesmo em situações em que os donos tentaram separar seus pastores de brigas com outros cães e foram mordidos sem querer.

A seguir, outros dados desta pesquisa:

Uma nota sobre o Pastor Canadense:
O Pastor Branco ou Pastor Canadense, não é na verdade uma raça, mas apenas uma variação na cor da pelagem do Pastor Alemão comum, assim como existe o Pastor Alemão Preto (não confundir com Pastor Belga).

No principio achava-se que o Pastor Alemão que nascia branco era albino (sem pigmentação), e portanto com uma tendência maior de desenvolver doenças. Foi então que decidiu-se que a cor branca não poderia ser reconhecida ou aceita dentro dos padrões estabelecidos para a raça, e quase todos os filhotes nascidos com esta cor eram sacrificados.

Com o tempo muitas pessoas passaram a admirar e a criar pastores brancos e este tipo de cão passou a ser mais conhecido pelo público.

Ainda hoje a SV (Sociedade Alemã de Pastores Alemães) e a FCI (Confederação Internacional de Cinofilia), não aceitam e não reconhecem o pastor branco, alegando que é preciso manter a tradição. Como conseqüência muitos Clubes de Criadores de Pastores Brancos estão tentando desenvolver a raça como sendo uma raça especifica (utilizando o cruzamento apenas de Pastores Brancos com Pastores Brancos). O maior deles é o Canadense, e por isso o cão as vezes é chamado de Pastor Canadense.

Existe ainda um pequeno problema para o desenvolvimento da raça.

Para que o Pastor Branco seja reconhecido como sendo uma raça a parte do Pastor Alemão, é preciso que ele tenha características e padrões diferentes dos estabelecidos pela SV. Uma maneira encontrada pelos criadores dos EUA e Canada é tornar a raça muito mais dócil do que o Pastor Alemão, perdendo em agressividade e guarda e ganhando em companhia. Infelizmente outros clubes de criadores não concordam com esta "descaracterização" da raça e brigam para que os cães continuem fiéis aos instintos originais do Pastor Alemão (caso da maioria dos criadores do Brasil). Com isso o processo de reconhecimento da raça acaba atrasando, fazendo com que muitos admiradores evitem comprar estes cãezinhos, que não possuem pedigree reconhecido pela FCI e não podem participar de exposições internacionais de conformação.


Obs.: O gráfico acima é o resultado de um estudo realizado por Benjamin L. Hart e Lynette A. Hart, veterinários e Phd’s em comportamento animal, que entrevistaram dezenas de veterinários, treinadores e juizes de competições de obediência nos EUA.

Old English Sheepdog

Perfil de Raças
Old English Sheepdog
Old English Sheepdog
História e Características Gerais da Raça
Conhecido também como Bobtail, o Old English Sheepdog (OES), como já diz o nome, é de origem inglesa. A sua história ainda tem alguns mistérios, mas acredita-se que ele deve sua forma atual à cães chegados na Inglaterra através de barcos vindos da região Báltica, da Rússia e até mesmo da França. Quando esses cães lá chegaram acabaram cruzando com os cães locais da Escócia, os Bearded Collies. Essa teoria é bem aceita porque o atual OES é bastante parecido com os cães russos Owtchar e o francês Briard.

O OES sempre foi desenvolvido para ser um cão pastor. Ele atuava conduzindo ovelhas e gado das fazendas até os mercados das cidades e na primavera também tinham seu pêlo cortado para fazer casacos e cobertores como as ovelhas. Nesta época como era preciso pagar impostos altos sob cães de luxo, os donos dos OES cortavam seus rabos para diferenciá-los dos outros cães, provando assim que eles eram apenas cães de trabalho. Daí veio seu apelido de Bobtail, bastante usado na Europa.
O primeiro padrão oficial da raça foi constituído em 1885 pela Inglaterra. Em 1987 ele foi revisado e adotado nos países da Europa. A Austrália e a Nova Zelândia mantiveram o antigo padrão como oficial. Os Estados Unidos tem como base o padrão inglês com algumas modificações, entre elas aceitar olhos claros.
Tamanho:
média 56 cm para as fêmeas e 61 cm para os machos

Aparência:
forte e musculoso, de estrutura quadrada e simétrica com pelagem no corpo todo. Andar parecido com o de um urso. Quando em movimento a cabeça pode ficar naturalmente abaixada.

Pelagem:
farta no corpo todo e de boa qualidade, nem lisa nem ondulada, um pouco áspera, com subpêlo denso. Possui pêlos na cabeça toda e no pescoço. Os membros traseiros são bem fartos de pêlo e as orelhas são moderadamente cobertas.

Cor:
varia entre os tons de cinza ao azul, "bleu merle". O corpo e as patas traseiras são de cor sólidas com ou sem `meias brancas`. Manchas brancas nas partes sólidas não são bem aceitas. Cabeça, pescoço e barriga devem ser brancos com ou sem manchas. A cor marrom não é desejada (os filhotes nascem brancos e pretos e mudam de cor em torno de 6 meses).
Cabeça:
proporcional ao corpo e quadrada. Bem arqueada acima dos olhos, stop definido. Orelhas pequenas e carregadas pra baixo. Olhos bem separados e pretos. Dois olhos azuis são aceitos, mas olhos claros não são desejados. Pigmentação nos olhos bem aceita. Mandíbula forte, quadrada e truncada e mordedura em tesoura. Nariz grande e preto com cavidades grandes.
Corpo: 
lombo é resistente, largo e ligeiramente arqueado. Membros dianteiros retos e altos. Segunda coxa longa e bem desenvolvida. Patas pequenas, redondas e compactas. Quinto dedo deve ser removido.

Cauda:
totalmente cortada (nos Países Baixos é proibido cortá-la e nos Dog Shows europeus são aceitos ambos OES, com cauda ou sem.)

Expectativa de vida:
10 a 12 anos.
Old English Sheepdog
Perfil da Raça
Hoje em dia esse pastor nato infelizmente quase não utiliza mais sua aptidão. Com uma beleza estética de chamar atenção, o OES acabou ganhando os corações das famílias e se tornou um cão de companhia. Muito afetuoso e amigo, prefere ficar com os seus donos a fazer qualquer outra coisa. Adora brincar com as crianças e não é difícil perceber que em certos momentos eles as estão pastoreando. Antigamente era até usado como babá, não deixando que as crianças saissem de um certo lugar e também como suporte para os bebêis aprenderem a andar.

Pela sua própria natureza de pastor e por ser muito grande, precisa de muito espaço para se exercitar e tem que ser sempre estimulado mentalmente para que não se torne um cão destruidor e ansioso demais. Além de caminhadas, brincadeiras como pique-esconde e procurar brinquedos pela casa, são ótimas maneiras de se exercitar um OES. Não é um cão que se adapte bem a um apartamento pequeno, ou até casas das cidades. Ele se sentirá bem melhor em locais com muito espaço e natureza como num sítio ou fazenda. Os OESs precisam de muito exercício físico, geralmente em torno de 2 horas todos os dias. Por serem muito peludos e seus sub-pêlos densos não podem ficar muito tempo exposto ao sol e nem fazer exercícios no calor. A temperatura do corpo deles pode subir rapidamente e eles desmaiarem ou passarem muito mal.
Como adora estar aonde seu dono estiver, não adianta achar que ele será estimulado sozinho. É preciso de muita disposição e tempo para se criar um OES. Treinamento de obediência básica é fundamental para ele se controlar e saber o que pode ou não fazer. Geralmente gostam de se antecipar aos comandos e fazer da maneira que eles acham correta e não a do condutor/dono. Talvez ele aprenda um pouco mais devagar que a maioria das raça populares, mas não é `intreinável`. Métodos que o estimule e motive mentalmente a cooperar com o treinamento são os melhores. O treinamento deverá ser iniciado assim que ele chegar na sua casa, antes mesmo dele ter tomado todas as vacinas e ir para a rua.

Você precisará ser um pouco mais paciente e persistente com um OES, principalmente porque a fase de filhote de um OES é bem grande (como o tamanho dele!). Enquanto a maioria dos cães amadurecem por volta dos 12-18 meses. Os OESs só se tornam adultos por volta dos 3 anos de idade. E é bem fácil olhar para ele já grandão e brigar pelas besteiras que ele fez, esquecendo-se que ele ainda é bebê! Ou seja a fase de destruição, de roer, de explorar e de brincar, demora a passar...

Apesar de não latir muito, seu latido é uma característica única e especial da raça. Ele tem um som bem diferente e grave conhecido como pot casé. Parece uma campainha e é bem alto.

Enquanto filhotes os OES precisam comer bastante pois crescem muito rápido. Uma ração bem balanceada é importantíssimo nessa fase. Para se ter uma idéia do ganho de peso de um filhote, só no primeiro ano de vida, o filhote passa em média, de 500g para 30 kg! Quando se tornam adultos, o metabolismo diminui bastante e precisa-se dosar a quantidade de ração para que ele não engorde. Por ser tão peludo, fica muito difícil perceber se o cão está obeso, portante é importante pesá-lo sempre. Alguns exemplares costumam babar e na hora da refeição fica mais fácil usar um babador para eles não se sujarem tanto. É normal nos cães que babam, o pêlo do pescoço ficar amarelo. Neste caso, é preciso lavar e secar bem essa região.
Por ser tão lindinho e fofinho como um bichinho de pelúcia, muitas vezes eles conquistam os nossos corações e acabamos comprando um exemplar não tão bom. Portanto estude bem e só compre de criadores reconhecidos que se preocupam não só com a beleza mas principalmente com o temperamento do cão. O OES pode ser muitas vezes mais difícil de se criar do que se parece. Alguns são dominantes, teimosos, persistentes e podem até morder quando contrariados. Esses exemplares não devem ficar com crianças desacompanhadas pois podem tentar pastoreá-las empurrando-as e a brincadeira ficar mais séria do que devia. A raça não é recomendada para principiantes.

Com certeza você gostou do OES por causa da bela e farta pelagem branca e cinza, não?! Pois bem, para que ela seja tão linda e espessa assim é preciso MUITA DEDICAÇÃO e horas de cuidado por dia. E não é só pela beleza não, manter o pelo limpo e desembaraçado previne várias doenças de pele comuns nesses cães. Nós grandes e duradouros causam sérios problemas de pele e são muito desconfortáveis para o próprio cão. É preciso acostumar o filhote desde cedo a ser desembaraçado, penteado e escovado. Nesta fase o pêlo do filhote é relativamente fácil de se escovar, mas conforme ele for crescendo o pêlo começa a ficar longo, fácil de embaraçar e causar muitos nós. Você precisará de uma série de utensílios para te ajudar: um pente de ferro, uma escova de pinos, uma escova de cerdas e uma tesoura. Uma mesa de tosa também auxilia muito o trabalho. Deve-se pentear o cão desde a raiz dos fios, principalmente para pentear os subpêlos. A escovação ajuda muito também no controle de queda de pêlos. É preciso prestar bastante atenção no crescimento dos pêlos para escová-lo corretamente, por exemplo, nas patas deve-se escovar para cima, no focinho e orelhas para baixo, nos joelhos em direção aonde seria o rabo, etc... É possível manter o sheepdog com uma tosa "puppy", que dá menos trabalho. A tosa higiênica também é recomendada.

Problemas físicos comuns:

» catarata e outros problemas de visão congênitos como PRA
» Doença de pele como a sebaceous adenitis (SA) entre outras
» Displasia coxo-femural
» Tiróide

Nota: a surdez não é um problema específico da raça, mas pode ocorrer.

Obs.: O gráfico acima é o resultado de um estudo realizado por Benjamin L. Hart e Lynette A. Hart, veterinários e Phd’s em comportamento animal, que entrevistaram dezenas de veterinários, treinadores e juizes de competições de obediência nos EUA.

Pinscher Miniatura

Perfil de Raças
Miniatura Pinscher
Miniatura Pinscher
História e Características Gerais da Raça
Ele é conhecido como o Rei dos Toys, por ser uma das raças pequenas mais populares no mundo todo. Você conhece alguém que goste um pouquinho de cachorros e não conheça o Pinscher? Pois é verdade, esse pequeno, valente e muitas vezes barulhento cãozinho é também aqui no Brasil uma das raças mais conhecidas.

Apesar de muitas pessoas acharem que o Mini Pinscher seja a miniaturização do Dobermann Pinscher, isso é um grande erro. Mesmo sendo parecidas, estas duas raças não tem a mesma origem. Existem, entretanto, algumas raças em comum na formação dessas duas raças, alem da origem de ambas estar na Alemanha.
O Pinscher se originou do cruzamento de English Black and Tan Terrier, German Pinscher, Dachshund e Italian Greyhound. A grande confusão quanto a sua origem, vem do fato das pessoas pensarem que Pinscher seria um grupo de raças, assim como terriers e setter, que classificam o cão segundo o trabalho para qual ele foi criado. Em Alemão, pinscher quer dizer mordida, que deriva do hábito dos cachorros de pular e morder ferozmente sua caça.

Sua personalidade forte, uma grande dose de energia, o apego que costumam ter ao dono, aliada as características que o tornam perfeito como cão de apartamento, são sem duvida o grande motivo que faz do Pinscher um dos cãezinhos mais populares do mundo. Seu pelo curto, quase não precisa de cuidados, uma escovadinha periódica, já garante um pelo brilhante e sedoso. Banhos freqüentes, também não são necessários e nem recomendados, muitas vezes, uma boa passada de toalha molhada com água morna, pode ser uma ótima opção, mas tenha o cuidado para secar bem seu cãozinho depois da limpeza.

Por sua tendência a “investigador policial” é importante tomar muito cuidado com objetos pequenos soltos pela casa, especialmente remédios, esse pequeno valente, não vai pensar duas vezes antes de colocar tudo na boca e o estrago pode ser bem grande! Um outro cuidado importante a ser tomado é manter sempre portas e janelas fechadas. Por ser tão pequeno, o Pinscher é capaz de escapar por qualquer frestinha, além de ser um cachorrinho muito rápido e ágil. Dificilmente você vai conseguir pegá-lo se o pequeno tentar escapar por entre as suas pernas enquanto você faz alguma outra coisa...

O Pinscher é considerado um cão de guarda, esta classificado pela FCI no mesmo grupo de outros grandões, como o Rottweiler, o Dobermann, o Mastife, o Boxer e o Dogue Alemão.

Os problemas de saúde mais comuns ao Pinscher são os que costumam atingir as raças pequenas, como dentição dupla (os dentes de leite não caem), luxação de patela (deslocamento do joelho) e problemas na cabeça do fêmur, que muitas vezes é confundida com displasia coxo femural.
Tamanho:
de 25 a 30 cm na cernelha pelos padrões da FCI (Federação Internacional de Cinofilia). Pelos padrões do AKC (American Kennel Club) a altura ideal é entre 28 e 29 cm na cernelha, sendo os cães abaixo de 25,5 cm e acima de 31,75 cm desclassificados.

Peso:
embora não seja especificado nos padrões, o peso médio da raça fica entre 4 e 7 quilos.

Aparência:
é um cão compacto, de corpo bem balanceado, com movimentos vivos e energéticos. Vigoroso e alerta.
Pelagem e cor:
pêlos curtos e densos, suavemente assentada, lustrosa e sem falhas. Cores solidas, em varias tonalidades, do castanho ao vermelho cervo ou black-and-tam (preto com marcas castanhas). Nos cães pretos e castanho é desejável marcas castanhas bem nítidas localizadas nas faces, no focinho, acima dos olhos, sob o queixo, na garganta, dois triângulos no peito na altura do externo, nas patas, e sob a cauda.

Cabeça:
forte e alongada. O comprimento total deve equivaler a metade do tamanho do dorso. As linhas superiores do crânio e do focinho são paralelas. A testa deve ser achatada e sem rugas e o stop leve, mas definido. A mordedura deve ser em tesoura. Os olhos devem ser escuros, com inserção frontal, ovais e de tamanho médio. As orelhas podem ser cortadas ou não. As orelhas não amputadas podem ser caídas em forma de “V” ou eretas.

Cauda:
forte e alongada. O comprimento total deve equivaler a metade do tamanho do dorso. As linhas superiores do crânio e do focinho são paralelas. A testa deve ser achatada e sem rugas e o stop leve, mas definido. A mordedura deve ser em tesoura. Os olhos devem ser escuros, com inserção frontal, ovais e de tamanho médio. As orelhas podem ser cortadas ou não. As orelhas não amputadas podem ser caídas em forma de “V” ou eretas.

Expectativa de vida:
Acima de 15 anos.
Miniatura Pinscher
Perfil da Raça
“Um cachorro enorme num corpo pequeno” talvez seja essa a melhor descrição para o Mini Pinscher. Esse pequeno cachorrinho, tem muito poucas características dos cães pequenos. Ele é um grande cão de guarda, apesar do seu tamanho, pode ouvir sons que são para muitos inaudíveis, são capazes até mesmo de diferenciar dois carros pelo barulho do motor.

Estão sempre prontos para uma brincadeira, mesmo quando estão mais velhos e se você não tem uma casa com um quintal, mora em um apartamento pequenininho, isso não tem a menor importância! Eles são capazes de se exercitar em espaços pequenos com uma voltinha no quarteirão ou brincado de pegar uma bolinha. Também adoram aprender truques, ainda mais quando percebem que são o centro das atenções.

São cães possessivos e com presença de espírito, características que podem se transformar de positivas para negativas se o dono não souber como lidar com esse pequeno peludo. Eles são curiosos, mas desconfiados com estranhos. E por serem sensíveis e delicados, não devem ser deixados sozinhos com crianças pequenas, porque alguma brincadeira mais bruta pode machucá-los seriamente. Entretanto, são excelentes companhias para crianças maiores e adolescentes.

Devemos tomar sempre muito cuidado para esse pequenino não se transformar no dono da casa. Por serem tão pequenos, muitas vezes acabam recebendo um tratamento errado dos donos, o que pode transformá-lo em um cachorro insuportável. Ensiná-lo a andar na guia, ficar em um determinado lugar e vir quando chamado, são os comandos mais importantes para essa raça. Se treinado com persistência, consistência e gentileza, eles podem tornar-se cachorrinhos muito bem educados.

Apesar de terem a fama de histéricos, neuróticos e de latirem sem parar, se bem educados serão uma excelente companhia. O grande problema é que a grande maioria dos donos tratam o Pinscher como se fosse um cão de companhia, mimando e achando bonitinho quando latem para defender o dono. Com esse comportamento, os donos estão estimulando uma atitude negativa do cão e ele cada vez mais irá agir dessa forma. É muito importante que os donos saibam que o Pinscher é um cão de guarda e que desencorajem sempre este tipo de comportamento.

Um outro problema que encontramos com o Pinscher é a criação sem critérios. Com o objetivo de conseguir cães cada vez menores, muitos criadores acabam cruzando seus cães sem preocupar-se com o temperamento dos pais, o que também colabora para criação de cães cada vez mais problemáticos e agressivos.

Para quem sonha em andar com um cachorrinho solto da coleira, fique alerta, pois estes pequenos adoram uma boa briga com outros cães. Pinscher não tem medo de cachorro grande. São teimosos, orgulhosos e independentes, qualidades que nem todos estão aptos a apreciar.

O Pinscher não é uma raça para principiantes! É muito importante que o dono desse pequeno feroz, seja uma pessoa preparada para enfrentar um cachorrinho invocado e que esteja sempre pronto para recriminá-lo quando agir de forma inconveniente. Por serem naturalmente dominantes, estão sempre tentando fazer as coisas ao seu modo, muitos enfrentam os próprios donos quando contrariados, e não é raro que os machos desenvolvam a tendência de marcar seu território com urina.

No livro The Intelligence of Dogs de Stanley Coren o Pinscher Miniatura ocupa a 37ª posição entre as raças pesquisadas, em termos de obediência e também na execução de tarefas de trabalho. Ainda segundo o autor, isto significa que eles são considerados acima da média nas habilidades de trabalho. Embora eles demonstrem um entendimento preliminar de novas tarefas simples depois de 15 repetições, normalmente serão precisas de 15 a 20 repetições antes que eles obedeçam de forma mais imediata. Estes cães se beneficiam enormemente de sessões extras de treinamento, especialmente nos primeiros estágios de aprendizagem. Depois que eles aprendem e adquirem o hábito do novo comportamento, eles geralmente retêm os comandos com uma certa facilidade. Outra característica destes cães é que eles costumam responder logo no primeiro comando em 70% dos casos, ou ainda melhor que isso, dependendo da quantidade de tempo investido no treinamento deles. A única coisa que os separa dos melhores cães em obediência é que eles tendem a demorar um pouquinho mais de tempo entre o comando dado e a resposta, além disso eles parecem ter um pouco mais de dificuldade em se concentrar no comando na medida em que o dono se distancia fisicamente deles. No entanto, quanto maior a dedicação, paciência e persistência do dono/treinador, maior o grau de obediência desta raça.